
hoje não temos acaso... temos limite.
no dicionário aparece como
s. m. marco; baliza;raia; meta, mas não é bem isso;
linha de demarcação, fronteira, anda mais perto...
grandeza constante da qual outra pode aproximar-se indefinidamente sem nunca a atingir, agora parece que sim, estamos no bom caminho!essa suposta linha, imaginária ou não, que precisamos ter presente, quando se atravessam no nosso caminho, alguns acontecimentos que não contavamos e que nos permite (de alguma forma,
à posteriori), alcançar aquele conforto de ter ultrapassado essa situação. é claro que o desconforto pode acontecer se a situação não é de todo agradável ou se durante a ultrapassagem se encontram alguns obstáculos.
a consciência de certos limites pode ser "auto-traiçoeira", isto porque pode conduzir à acomodação, e toda a gente sabe que parar é morrer.
o truque está mesmo na aproximação indefinida sem nunca lá chegar. ir alargando horizontes, ir descobrindo novas capacidades, mesmo que seja por necessidade.
hoje foi mais um desses dias, como tantos outros que têm vindo a acontecer neste últimos meses.
e no final fica sempre o conforto de ter conseguido ir um pouco mais longe.
e já agora leiam o Equador do Miguel Sousa Tavares... porque para além de ser um bom livro, é também uma óptima definição de limite.
se preferirem a música, lembro-me agora dos Clã... dançar na corda bamba.