12 março 2012

Pode ser que seja desta....

Pois passado algum tempo,(muito para alguns, nem tanto para outros), dedico algum desse mesmo tempo para umas quantas palavritas que divagam por estes lados....
Muito já se passou e nem consigo lembrar-me de tudo. Alguns momentos marcantes, outros que surgiram apenas no caminho. Todos eles por aqui andam.
Ultimamente um desejo - reencontrar algumas pessoas que já não avisto faz tanto tempo. Pedir-lhes desculpa por este tempo em que não consegui fazer ou dizer mais do que um telefonema ou mensagem naquelas alturas do ano em que sempre me lembro dos muitos e bons momentos passados em conjunto. Nunca deixei de sentir o mesmo por todas aquelas gentes, apenas precisei que não estivessem tão presentes como dantes.
Por entre as mais variadas formas de catarse a que este espaço de viagem com algumas paragens deu origem, fiquei especialista em agricultura virtual, também p
or não ser tão exigente do ponto de vista das palavras. Das palavras pensadas, das palavras escritas, das palavras lidas ou sentidas em qualquer lugar e a qualquer hora.
Gosto muito das novas gentes que se juntaram à viagem e daquelas que já viajavam também.
São a cada dia que passa, o alento e a motivação para continuar na viagem, fazendo aqui e ali umas quantas paragens para desfrutar de tudo e todos os que nos rodeiam, mesmo quando aparentemente o único motivo por que vale a pena parar é simplesmente a aprendizagem que resulta dessa experiência "menos boa" para tentar fazer melhor na paragem seguinte.
Um à parte para terminar - encontrei, faz pouco tempo, um livro de viagens que fala sobretudo das paragens do autor durante o percurso... São essas paragens as
marcas que ficam daquela viagem... daquela e de todas atrevo-me a dizer!
Até à próxima paragem.





24 julho 2010

FINALMENTE... FÉRIAS!!!

ah pois é... finalmente estou de férias e mais do que isso, sinto-me de férias.
isto de ter de partilhar algumas partes da vida e conciliá-las de modo a ter esta sensação, já não acontecia faz algum tempo.
é ainda tempo de pensar e de mudar a página para outras estórias ou histórias...
aproveitar o sol, a praia, as gentes....
trabalho nem ver, nem pensar. lá para setembro...
como é boa esta sensação, pena que não dure mais tempo, mas deixem aproveitar o momento....

11 julho 2010

o tão esperado regresso (pelo menos para alguns...)

é bem verdade que faz já mais de um ano que não parava por aqui. naturalmente muito se passou durante esse tempo e não me parece que consiga agora dar conta de tudo o que foi acontecendo.
algumas mudanças de lugar, algumas mudanças de humor, algumas dores de cabeça e um tanto mal-estar.
a vontade de escrever, é para mim como a vontade de ler - ora aparece e permanece numa ávida devoração, ora só de pensar nisso fujo a sete, oito ou nove pés... (quanto mais melhor).
hoje apeteceu dar conta de algum sentimento de dever cumprido, de alguma paz de espírito numa parte de mim que esteve presente nestes tempos mais recentes.
por outro lado, pela espera sem desespero de roubar algum tempo para descansar e repensar outras partes e poder avançar para novos desafios, novas aventuras. após uma semana de retiro, de outra de algum trabalho sem pressões, o final da semana trouxe alguma surpresa, mas também alguma insatisfação e desilusão.
sobretudo passado este tempo, é bom dizer com algum conforto, que quem vai ou está longe não precisa de estar ausente, seja em África, no Braziuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu ou mesmo por terras mais próximas.
também é bom dar conta da saudade de alguém que deixou marca numa curta passagem por aqui, da mesma forma que é bom saber da companhia dos que marcam todos os dias, a todas as horas e em todos os lugares. a todos vós... EU AMO VOCÊ! - agradecido Nilton ;)
se tivesse a capacidade neste momento, acho que não parava de escrever toda a noite, nem que fosse para escrever só por escrever, talvez para compensar de alguma forma os milhares de palavras que ficaram por escrever por estes tempos.... mas hoje vou ficar por aqui, pelo menos agora...

02 novembro 2008

30 a mais ou a menos

"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore!
E pior, nunca caiu de uma. É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.
Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.
Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.
Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.
Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.
Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.
E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'

(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)"


Só mesmo um Markl se podia ter lembrado de tal coisa...
Mas muitas outras ficaram por referir, basta que se faça um pequeno exercício de memória.
Mas o melhor de tudo foram mesmo as memórias que apareceram à medida que eu lia este artigo.
Este gajo deve ser mesmo de outro planeta

09 outubro 2008

para quem acredita no pai natal...

... talvez esta semana seja o antecipar de uma quase longínqua época festiva, onde toda a gente espera (e às vezes desespera) por aquela prenda especial no sapatinho.

as prendas essas ainda esperam por aquele instante da descoberta, por vezes da ansiedade, do desejo e da confirmação ou não desse desejo. talvez até de uma surpresa ainda mais surpreendente da inicial.

talvez seja a época em que o desejo é por demais evidente.

o desejo traz sempre a mudança escondida a cada descoberta, a cada decepção ou a cada realização.

espero que este ano, o desejo traga apenas e só a mudança

30 setembro 2008

de saudade em saudade, se vai preenchendo o vazio...


... o vazio deixado pelo tempo que se tem para poder recordar de quem se gosta, de quem está longe, do que se passou com prazer, dos desgostos...
há quem diga que o outono seja esse tempo, há quem apenas tenha esse tempo disponível .
há ainda, desafios que são impossíveis de recusar.
neste momento muitos desafios se colocam, mas poucos se concretizam. daí o tempo que fica para preencher o vazio de saudade.
ainda agora li uma coisa parecida a isto: "a lua tem as suas fases, a maré também. a vida é uma constante mudança."
não deixa de ser verdade, como tantas outras.
também não deixa de ser verdade, que com a chegada do outono, dá-se este tempo de ajuste para novos desafios. o meu mais recente tem 1000 peças...

22 setembro 2008

que bom é regressar, ainda que por palavras.
muita coisa há para contar, falta o tempo de as colocar todas no externo.
mas resumindo...
após umas férias curtas, fica a saudade da Pitu, a majestosidade e grandeza de Paris, a história de Rouen e o regresso ao emprego, agora mais independente.
agosto terá sido complicado e setembro está a servir para repor o equilíbrio. é muito o tempo para pensar e aguardar por boas notícias, após alguns "murros no estômago".
nada que mate mas que apenas moi.
fica o desejo, mais desejos para cumprir e mais objectivos para atingir.
afinal o que é a vida senão isso, uma longa viagem com umas tantas paragens

28 abril 2008

Aqui há gato


Foi no já longínquo mês de Agosto que resolvi fazer a última paragem.

Hoje regresso mais preenchido. Cheio de África, cheio de trabalho, cheio de coisas para contar, mas que decerto não chega o tempo de hoje para vos descrever (até porque a Pitu está com o cio e não me larga!!!!).

Falando em regressos, foi boa a sensação de poder voltar ao Júlio e poder constatar que ainda há algumas coisas e sobretudo algumas pessoas que "não perdem a graça" com o passar dos tempos.

Foram tempos de emoções e excessos, de montanhas de trabalho, enfim tudo e tudo.

Se a vontade vier, o tempo o permitir e a Pitu não continuar muito com o cio, vou-vos pondo a par de todos estes bocaditos desde então... hasta

20 agosto 2007

Lagos numa Baía - Parte II

Pois é mesmo verdade, mais uma verdade - há mesmo lagos numa baía!!!

Não acreditam???

Lanço-vos um desafio... tentem encontrá-los!

Há sítios especiais que só se encontram pelo contacto que temos com pessoas especiais.

É uma sensação de imenso conforto quando temos oportunidade de concretizar tal verdade, por mais singela que seja.

As pessoas, essas pessoas especiais, ficam a sê-lo ainda mais, simplesmente por nos conseguirem transportar para os seus lugares mais profundos, onde conseguimos descobrir um pouco mais de cada um.

Mais surpreendente ainda é quando recebemos algumas surpresas no mesmo momento em que nos deparamos com estas novas descobertas. Sejam fotos, sejam palavras, o que for...

O conforto torna-se ainda maior!

Quanto ao desafio inicial, deixo-vos uma pista. Se conseguirem, o desafio fica lançado...

12 agosto 2007

Do prazer estrelado ao prazer de um momento bem passado

Espero antecipar aquilo que amanhã irei encontrar. O prazer de um reencontro, não muito longínquo mas que não tem acontecido com tanta frequência nos últimos tempos.
Aguardo com alguma preocupação esse reencontro, pois não gosto de sentir o desprazer proporcionado pela desorientação que tenho sentido.
Quero acreditar que apenas se trata de um momento em que é necessário voltar a adquirir o equilíbrio para poder continuar a fazer percurso neste vasto universo, onde as estrelas abundam mesmo quando não estão visíveis. E tantas estrelas há...
Da mesma forma, acredito que nos momentos em que não é possível o equilíbrio para percorrer cada lugar por onde se passa, as estrelas lá continuam e podem muito bem ser o indicador para continuar à procura de mais lugares e mais gentes...
Se não for antes, até ao meu regresso e já agora boas férias.

29 junho 2007

bom português não se escreve de qualquer maneira

Omenagem à hortografia por Francisco José Viegas, Escritor
Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos. Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e deficiênçias dos alunos. Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos, contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior, pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a criancinha não dá erros. A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber como vão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores. Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde melhorar.
decerto que teria a melhor nota em qualquer prova de aferição...
até à próxima

05 junho 2007

reescrevendo...

No passado domingo, oportunamente, tive a felicidade de poder assistir ao programa Câmara Clara na RTP2, que teve como convidados o Rui Zink e uma outra escritora (argentina) que escreve para crianças.

Numa das conversas, foi abordado o reescrever de alguns textos e até mesmo de alguns livros em edições mais recentes.

Recordei um pequeno texto que escrevi faz agora uns dois ou três anos, e que hoje tenho a certeza de que saiu daquela forma, naquele tempo, sendo talvez o momento de hoje voltar a pensar nele, não para o reescrever mas para completá-lo um pouco mais.

Deixo-vos hoje com essa versão, daquele tempo...até à próxima!


"Era uma vez uma árvore de laranjas.
Era uma árvore muito especial pois cada uma das suas vinte laranjas tinha uma semente diferente de todas as outras. Isso fazia com que cada uma delas tivesse características diferentes também.
Variavam no peso, no sumo, na grossura da casca, no tamanho, na proximidade ou distanciamento das outras laranjas, eu sei lá….
Mas esta árvore era também especial porque tinha, não um mas quatro cuidadores que esperavam contribuir para o crescimento e bom estado dessas laranjas.
Umas vezes sozinhos, outras em conjunto, estes cuidadores olhavam por estas árvores e pelas suas laranjas num momento que se tornava mágico, tal não eram as coisas que faziam em conjunto. De brincar a saltar, de construir a derrubar, até mesmo falar, de tudo um pouco se fazia naquele momento.
Mas voltemos às laranjas….
Havia uma que era tão pesada, tão pesada que o ramo onde se encontrava quase chegava ao chão.
Outra tinha tanto sumo, que quando alguma das outras laranjas ou algum dos cuidadores lhe tocava era só ver cair no chão o sumo que vinha de dentro dela.
Uma outra ainda, tinha uma casca tão grossa tão grossa, que quase a impedia de falar e brincar com as outras laranjas.
Havia ainda duas ou três muito pequeninas, umas que gostavam muito de brincar aos encontrões, outra que queriam sempre ter a atenção dos cuidadores, outra que só queriam brincar de princesas, outras já muito maduras. Todas gostavam muito de brincar umas com as outras e em especial quando estavam os cuidadores por perto, porque sabiam que se alguma coisa não corresse tão bem, eles lá estariam para as ajudar.
À medida que o tempo ia passando, via-se que as laranjas começavam a ficar mais pertinho umas das outras e iam brincando cada vez mais, ao mesmo tempo que a ajuda dos cuidadores era cada vez menor, porque quando por vezes havia algum problema, as laranjas eram já capazes de resolvê-lo entre elas.
E assim foi. As laranjas foram crescendo até que um dia começaram a cair da árvore e iam rolando pelo chão até outros locais onde ainda não haviam árvores. Foram-se espalhando de tal forma que algum tempo depois começaram a nascer e a crescer novas árvores até que se formou um grande pomar de laranjeiras."

28 maio 2007

Deserto? Mas tem paragens!!!....

Que bom se tornam estas paragens para esticar as pernocas e que permitem mais umas tantas palavras enquanto não se volta à viagem interminável, até outras e tantas paragens.
Por mais inevitável que seja (e não que eu goste muito), tenho de recuperar o magnífico discurso que um iluminado da margem norte fez sobre tão nobres terras a sul onde todos os pacóvios vêm aterrar de férias no verão que (segundo o calendário) se aproxima.
Decerto que também este iluminado aterrará por estas bandas...
Não tão menos infelizes foram ainda as declarações de um outro iluminado, este decerto já com alguma dificuldade no funcionamento do seu tico e teco, que se põe a dar ideias a terroristas para porem bombas neste nosso pacífico cantinho, como se não chegassem os delírios e as alucinações que nos últimos dois anos por cá têm acontecido. O curioso de tudo isto é mesmo que estes iluminados jogam todos no mesmo clube, porque será?
Mas resta-nos ainda a boa disposição e o orgulho de ainda se poderem ver e ouvir (não sei por quanto mais tempo ainda), algumas belas rapsódias humoristícas, com toda a sabedoria que no mais singelo e bem disposto ser humano abunda.
Vou indo, até qualquer dia que espero não ser muito distante, pois isto de viver no deserto tem muito que se lhe diga

09 maio 2007

pois é... já deveria ter feito mais uma paragem, mas tal não foi possível (talvez não tenham ouvido o sinal para eu descer)... mas isso não importa agora pois acabei de o fazer.
parar aqui é sempre um desafio, mas também uma tranquilidade no momento imediato à colocação das palavras neste espaço.
queria ter já parado porque na semana passada foi bom ter recordado momentos e imagens de uma passado não muito longínquo, onde o que mais importava era o simples facto de um grupo de gente doida, estar um fim-de-semana por mês reunido numa suposta descoberta de mais um pouco de si mesmo através da relação com um outro. pois bem, através de um singelo telefonema seguido de uma conversa informal, foi possível reviver e recordar tanta coisa. sentimentos, acções, alegrias, tristezas, raivas, mas sobretudo PRAZER.
imediatamente me veio ainda à memória, uma frase pela qual não dei, inicialmente, a devida consideração, mas a cada dia que passa tenho a certeza de ser uma das verdades verdadeiras deste universo - nada acontece por acaso!
claro está que cada um daqueles "caroleiros" com quem partilhei aqueles momentos todos, estão um pouco mais distantes fisicamente, embora tenha a certeza que continuam muito perto.

mas para além de tudo isto, hoje tinha mesmo que parar aqui e esticar as ideias; não propriamente pela melhor das razões... tomei conhecimento que hoje o céu ficou mais rico mas também que há alguém que fica mais pobre quando olha para cima pela perda que lhe está associada...
posso até dizer que é uma das imagens mais belas deste mundo, até mesmo pela tranquilidade que também transmite.
mas o difícil mesmo, é a perda.
não há palavras ou gestos, nada que preencha esse sentimento (pelo menos no imediato!).
a mim trazem-me ainda outras memórias... desconforto, impotência, sei lá mais o quê...
o melhor mesmo será voltar a apanhar outra carreira, que felizmente já se aproxima
até à próxima paragem e não se esqueçam de olhar o céu estrelado. vejam se conseguem encontrar a nova estrela que brilha naquela imensidão ***

18 abril 2007

Hoje apetece

Hoje apetece voltar aqui. Fazer mais uma paragem.
Foi um dia intenso e não necessariamente pelas melhores razões... até porque pude constatar uma coisa que até agora não sabia - há por aí mais fotocópias de um suposto ser, que nada tem feito, de forma a deixar algum legado com a importância de um seu homónimo antepassado.
Mas nem tudo foram espinhos, até porque já ía de alguma forma (pre)parado para aquela bela tragédia, com uns laivos de comédia, tal a quantidade e enormidade de disparates ditos em tão curto espaço de tempo.
Felizmente, não só de espinhos marcaram este dia... há sempre uma (ou várias rosas) no topo, que deslumbram o olhar e o alento de qualquer um.

E as surpresas, são sempre boas de receber, ainda que para o caso deixem ficar alguma água na boca, para um futuro próximo, na esperança que não seja muito longínquo.

Vou voltar a entrar, na procura de mais palavras para colocar na próxima paragem

28 março 2007

adivinhem quem voltou...

Faz algum tempo que não passava por aqui. Melhor dizendo, faz algum tempo que não parava por aqui, porque passar e não parar é bem mais fácil, em algumas ocasiões, do que permanecer.
Isto de escrever tem muito que se lhe diga, ainda para mais quando não estamos muito habituados e muito menos quando não se sabe quem é o receptor destas nossas palavras.
Por outro lado, até que é mais fácil não saber quem está do outro lado, pois dá para escrever tudo o que apetecer, sem ter alguma censura por aí à espreita.
Este espaço, que é uma parte de mim, serve para isso mesmo afinal.
Mas voltemos ao início... Desde a última paragem aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar... Desde logo a Yaibe no Mali, essa doida que só mesmo ela para ir fazer uma coisa daquelas para nos deixar no sufoco do regresso. Mas também trouxe a alegria e a bagagem cheia de histórias e relatos maravilhosos, repletos de vida - uma outra vida que não pensamos muitas vezes. Mas Yaibe, ainda estou à espera do diário de bordo, porque não me contento apenas com as tuas crónicas diárias de lá e do pouco que nos trouxeste à chegada.
E hoje acho que fico por aqui... deixa-me apanhar a carreira que está a chegar.
Até à próxima paragem...

13 novembro 2006

Uma linda história...

Esta é uma história sobre quatro pessoas:
Todo Mundo, Alguém, Ninguém e Qualquer um

Havia um importante trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém o faria. Qualquer um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez.

Alguém zangou-se porque era um trabalho de Todo Mundo.

Todo Mundo pensou que Qualquer um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de fazê-lo.

Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer um poderia te feito.


Anónimo
11/2006

06 novembro 2006

será conversa da treta?

haverá palavras hoje para escrever? trago esta pergunta cá dentro, acompanhada de uma estranha vontade de escrever algo, mas não sei bem o quê!
porque será que os "grandes amigos" têm sempre de arrastar outros para a sua peculiar relação? porque será que não são capazes de assumir as suas diferenças? porquê todo este "conflito" dissimulado? é assim tão difícil assumir que não se gramam?
é com muita (....???) que observo e se torna cada vez mais claro, que esta forma de relacionamento é o alimento desta relação.
com a idade que já têm e tudo o que já têm passado, já deveriam (penso eu) ter o juízo suficiente para pelo menos assumirem as suas diferenças....
espero que esteja para breve, embora ache que esta brevidade se tornará eterna

02 novembro 2006

catarse mm!

hoje quando aqui entrei, pensei mesmo em escrever todos os palavrões que conhecia. só me apetecia escrever todos e quanto mais pensava mais e mais apareciam....
mas não foi necessário. isto porque apareceram em conversa algumas pessoas que me levaram a fazer a catarse de uma outra forma. (agradecido lu e lu!!!!). mas olhem que isto não está fácil.
cada vez mais se torna complicado remar contra uma maré que tem tanto de "criativo" como de maquiavélico e que tem como timoneiro, uma pessoa mal formada que não olha a qualquer tipo de argumento, por mais correcto que seja.
o que está a acontecer com a educação desta peninsula, na sua parte norte, é apenas e só o espelho da prepotência que se tem vindo a verificar em todo o país. até mesmo quando os argumentos não têm hipótese de serem contestados, logo aparece um novo e abominável plano para destruir o trabalho de quem, apenas e só, deseja trabalhar.
por isso, é do fundo do meu âmago que te agradeço P. C., mas também te peço que desapareças para bem longe....

19 outubro 2006

da expectativa passamos à realidade de um tempo em que é imperativo funcionar.
é sempre melhor quando os adversários até agora ocultos ou indecisos, concretizam a oposição.
é importante não perder o rumo ou cair em falsas "ameaças" ou suposições que não têm razão.
mas o que realmente importa no final, é sair com a consciência tranquila do empenho e dedicação pessoal, de que se fez tudo o que estava ao alcance para manter a máquina bem oleada e a funcionar.
a todos aqueles que ajudam a manter a máquina a funcionar, directa ou indirectamente, a todos os que ajudam os que ajudam, tenham presente que a máquina é um bocadinho de todos vós.